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Em Mato Grosso, pastagem se aprimora e pode receber mais bois

POR: Fortuna Nutrição Animal

Na década de 1970, quando a família Wolf chegou a Nova Canaã do Norte (em Mato Grosso, divisa com o Pará) para trabalhar com pecuária, a região tinha pouca infraestrutura, as estradas eram raras, faltava mão de obra especializada para lidar com os animais e a assistência técnica era cara e algo distante.

Em menos de cinco décadas, o norte do Mato Grosso virou a nova fronteira nacional da soja, e os Wolf cresceram juntos. Suas três fazendas somam 12,5 mil hectares e são grandes produtoras de gado, soja e milho.

Em 2009, a família foi uma das primeiras a adotar a ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta) na região. A convite da Embrapa, o grupo aceitou implantar em 120 hectares de uma das fazendas uma unidade experimental de integração. Para efeito de comparação, um hectare equivale a um campo de futebol.

“O pesquisador propôs fazer um teste numa área de pasto degradado e misturar agricultura com árvore para ver como funcionava”, lembra Daniel Wolf, 34.

No local onde antes era praticada a pecuária, foram plantadas quatro espécies florestais: eucalipto, teca, pinho-cuiabano e pau-de-balsa, em linhas simples, duplas ou triplas de árvores. Entre as linhas, os Wolf passaram a cultivar arroz, soja/feijão e soja/milho, intercalados com braquiária, capim usado para alimentar o gado.

Com o sistema, os animais passaram a ter ganho de peso de 700 gramas por dia, 300 gramas a mais do que antes, segundo Wolf. “A diversificação melhorou a qualidade do solo e aumentou a capacidade de pastagem. Antes ela era, em média, de um animal e meio por hectare. Hoje pode chegar a até dez animais.”

No terceiro ano, quando as árvores já estavam grandes e projetavam sombra sobre a plantação, a produtividade da soja caiu de 61 para 41 sacas por hectare. O produtor então mudou a lavoura para outra área e aumentou o espaçamento entre as árvores.

A perda na soja foi compensada pela produção florestal, algo que a fazenda não tinha. Parte da madeira, sobretudo a teca, é exportada para a Índia. Outra fatia, de eucaliptos, é usada para renovar as cercas de todas as propriedades da família e acionar o secador de grãos.

Agora, a meta de Wolf é expandir a área integrada em até 50 hectares por ano. “Usando a ILPF de maneira correta você consegue melhorar o solo, a produção e a renda independentemente do tamanho da propriedade”, afirma o produtor.

Por Brasil Agro

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