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# Ensilagem da Planta Milho

POR: Fortuna Nutrição Animal

A silagem é o produto resultante da fermentação anaeróbia (sem oxigênio) dos açúcares solúveis da forragem fresca ou in natura, produzindo ácidos para conservação do material em baixo pH, com o mínimo de perdas de matéria seca e energia. O objetivo maior de conservar o volumoso como silagem é otimizar a preservação dos nutrientes originais, com o mínimo de perdas fermentativas possíveis. A ensilagem é o processo de conservação da forragem e envolve várias etapas: escolha da cultura ou material a ser ensilado, plantio e condução da cultura, colheita e picagem, enchimento, compactação e vedação do silo. Todas as etapas são de suma importância para o bom resultado do produto final e requer cuidados simples, porém eficientes, para a produção de uma silagem de qualidade. Cada cultura (milho, sorgo, capim, cana, por exemplo) possui particularidades que afetam a utilização para a confecção de silagem. De forma geral, a cultura deve apresentar no momento da ensilagem, elevados teores de matéria seca, entre 30 a 35% (Muck, 1987), bons níveis de carboidratos solúveis (6 – 8%) (McDonald et al., 1991) e baixa capacidade tampão (o pH deve cair com facilidade).

Ponto de Ensilagem do Milho

A cultura do milho é considerada padrão para produção de silagem e se destaca tanto pela tradição entre os produtores como pelos excelentes valores de produtividade e qualidade, com facilidade de cultivo, adaptabilidade, alta produção de massa e facilidade de fermentação no silo (Bernardes, 2012).
É importante fazer a identificação do ponto ideal de colheita, que corresponderá à maturidade fisiológica da planta. De maneira prática, o ponto ideal de colheita é analisado através da linha do leite no grão de milho e associado ao teor de matéria seca da planta. A indicação é colher o milho quando o grão estiver em ½ a 2/3 da linha do leite (Figura). Ponto de Ensilagem do Milho.
Antes da linha do leite alcançar a ½ do grão (menos de 30% de MS) a colheita não é indicada devido às perdas por imaturidade, reduzindo a produção de matéria seca por área e aumentando o custo por tonelada de silagem; aumenta a produção de efluentes no silo, devido ao maior teor de umidade. Além disso, a planta ainda possui potencial de deposição de amido no grão que pode não ser aproveitado.
Após a linha do leite ultrapassar os 2/3 do grão (acima de 35% de MS), a contraindicação é devido às maiores perdas no campo e umidade inadequada, dificultando a picagem, a quebra dos grãos, por consequência, diminui a digestibilidade do amido, e piora a compactação no silo.
Uma peça importante da máquina que vai ensilar é garantir uma picagem homogênea e também verificar a presença e funcionamento do “Cracker” na ensiladeira. Esta parte da máquina tem a função de quebrar o grão na espiga e se isso não ocorrer o teor de energia aproveitável (NDT) da silagem cai e o material perde valor nutritivo.

Importância do inoculante certo

Durante o processo fermentativo são formados diferentes ácidos através do metabolismo de microrganismos, principalmente bactérias, presente na própria planta ou advinda do inoculante. Cada bactéria produz ácidos específicos para o processo fermentativo. Bactérias homofermentativas produzem principalmente ácido lático, único e exclusivo ácido desejável para o processo de conservação da silagem. Bactérias heterofermentativas produzem ácido acético, ácido propiônico, dentro outros, além de ácido lático. As bactérias presentes no inoculante comercial variam e afetam diretamente a qualidade da fermentação no silo. A produção de ácido acético é importante para culturas de alta qualidade nutricional, como o milho, evitando perdas após a abertura do silo, ou seja, a deterioração aeróbia. Em silagens de cana, o ácido acético controla a população de leveduras da cana e evita a fermentação alcoólica. O ácido lático é importante para a redução do pH do material e eficiente conservação da silagem. É importante salientar que silagens com boa qualidade estragam ou deterioram mais rápido após a abertura do silo. Por isso, é importante que o inoculante seja específico para o material ensilado. O conjunto de componentes do inoculante é sempre o complemento correto do material que você vai ensilar. Portanto, esteja atento a esse detalhe para não errar na inoculação. Outro fator importante é obedecer a recomendação do fabricante pois cada inoculante tem um concentração que deve ser respeitada.

Compactação no momento da ensilagem

Uma das práticas mais importantes para confecção da silagem é a compactação. Esta compactação, geralmente feita com tratores, deve ser o mais eficiente possível e possui a função de expulsar o oxigênio no interior do silo antes de fechá-lo. Para maior eficiência recomenda-se fazê-lo por camadas e em formato de cunha (em caso de silo trincheira). Portanto, aplica-se uma primeira camada de planta picada com inoculante e faz-se a compactação, posteriormente aplica-se nova camada e compacta-se. Depois disso, uma terceira, quarta, quinta camada serão aplicadas até a formação do silo desejado, sempre intercalando com compactações.
Outra prática importante é o fechamento rápido do silo. Se a quantidade de maquinário não for suficiente para terminar o silo em 48h deve-se reduzir o comprimento do silo no intuito de fechá-lo o mais breve possível. Esta prática visa reduzir a presença de oxigênio nas bordas do silo. A aplicação de produtos conservantes e antifúgicos naturais também auxilia na redução de perdas (consultar nosso setor de P&D para mais informações).

Estabilidade Aeróbia

A estabilidade aeróbia é definida pelo tempo que a silagem fica exposta ao oxigênio após abertura do silo sem apresentar perdas da qualidade nutricional. A temperatura do painel do silo é um indicador de quebra da estabilidade da silagem. Mesmo quando imperceptível aos olhos, o metabolismo de microrganismos deterioradores, principalmente leveduras e fungos filamentosos, aumentam a temperatura e as perdas de nutrientes e ácidos que conservam o material.
A quebra da estabilidade ocorre quando a silagem apresenta temperatura de 2°C acima da temperatura ambiente. O tempo para que isso ocorra é determinante para a qualidade da silagem fornecida, interfere em todo material presente no silo e no desempenho dos animais.
Uma maneira prática de verificar a estabilidade aeróbica é verificar se dentro do silo o material apresenta-se frio. Basta colocar a mão no interior da silagem e verificar a temperatura.

Fonte: Assessoria Fortuna Nutrição Animal

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